menos policiamento

Paralisações já reduzem efetivo de policiais nas ruas de Santa Maria

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data-filename="retriever" style="width: 100%;">Foto: Renan Mattos (Diário)
Membros da Abamf impedem saída de viaturas da Brigada Militar 

Na eminência da votação na Assembleia Legislativa gaúcha do pacote de reestruturação da carreira do funcionalismo público, que deve acontecer na próxima terça-feira, servidores da Brigada Militar e da Polícia Civil realizam manifestações em todo o Estado, que já afetam os serviços de segurança à população. O número de viaturas na rua já foi reduzido.

Em Santa Maria, membros da Associação Beneficente Antônio Mendes Filho (Abamf), que representa os servidores de nível médio da BM, impedem a saída de viaturas da corporação desde as 5h30min deste domingo. Assim, apenas três veículos estão realizando o policiamento ostensivo na cidade: um no Centro, um no bairro Camobi e outro no bairro Tancredo Neves.

Segundo o presidente regional da Abamf, João Valdemir Silva Correa, o movimento não tem data para acabar.

- Ele vai perdurar enquanto a maioria achar que é necessário. A nossa principal reivindicação é a retirada total do projeto. Nós não concordamos, de forma alguma, com o que está sendo encaminhado - relata.

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Sobre um possível aumento da criminalidade nos dias em que o efetivo estiver reduzido, Correa afirma que, caso houver necessidade, mais viaturas serão liberadas para realizar o policiamento.

- Temos consciência que pode aumentar (a criminalidade), mas a gente pede para Deus para que isso não aconteça. Se houver alguma necessidade, principalmente que envolva risco de vida para alguém, nós vamos liberar as viaturas - afirma.

O tenente-coronel Erivelto Hernandes, comandante 1º RPMon, destaca que negociou com os manifestantes a manutenção de, no mínimo, três viaturas circulando na cidade:

- Tem todo um envolvimento contextual. Tem a votação de um pacote do funcionalismo que afeta todos, do coronel ao soldado. Dentro desse contexto, estamos com o mínimo necessário para o atendimento das ocorrências.

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Já a greve da Polícia Civil deve começar a partir das 8h desta segunda-feira. O movimento manterá os atendimentos de urgência e emergência no período que durar a greve. Segundo o Conselho de Representantes do Sindicato dos Escrivães, Inspetores e Investigadores de Polícia (Ugeirm), isso representa a manutenção de 30% de cada órgão. O objetivo é garantir a prestação dos serviços indispensáveis ao atendimento das necessidades inadiáveis da comunidade.

Serão atendidas somente ocorrências policiais como latrocínios, homicídios, estupros, ocorrências envolvendo crianças, adolescentes e idosos e Lei Maria da Penha, além daquelas ocorrências em que o Comando de Greve ou o plantonista julgar imprescindível a intervenção imediata da Polícia Civil.


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